Reforma Tributária

De quanto vai ser o imposto? CBS e IBS de 2026 a 2033, sem chute

Quanto custa a Reforma Tributária? Em 2026, 1% de teste; em 2027, a CBS chega de verdade. Entenda a alíquota de cada ano, o que já é lei e o que ainda é estimativa.

Por Amanda Vitória — Contadora · 26 de setembro de 2026 · 6 min de leitura

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A resposta curta

Depende do ano. Em 2026, o imposto novo existe só como teste: 1% no total. Em 2027, a CBS entra de verdade. O IBS cresce a partir de 2029, e a transição só termina em 2033. E a alíquota cheia — aquela porcentagem que todo mundo repete — ainda não foi fixada em lei.

2026: o ano do teste de 1%

Durante 2026, as notas fiscais trazem 0,9% de CBS e 0,1% de IBS. O valor não aumenta a carga: o que é recolhido é compensado com PIS e Cofins do próprio período — e, se sobrar, compensa outros tributos federais ou vira ressarcimento.

E existe dispensa do recolhimento para quem cumpre as obrigações acessórias de IBS e CBS. Ou seja: o custo real de 2026 não é o imposto — é deixar os sistemas e cadastros prontos. Notas sem os campos novos já correm risco de rejeição no ambiente autorizador, embora a Receita e o Comitê Gestor tenham flexibilizado a validação durante a transição.

2027: a CBS entra em cena

A partir de 2027, PIS e Cofins são extintos e a CBS passa a ter alíquota própria — a referência é algo em torno de 8,8%. Nesse mesmo ano começa a parcela municipal do IBS, antes do que se imaginava no cronograma original.

Para empresas do Simples Nacional, a CBS entra na conta de acordo com a escolha feita em setembro de 2026: dentro da guia única ou no regime híbrido.

2029 a 2033: o IBS assume o lugar de ICMS e ISS

O IBS começa a crescer em 2029, ano em que ICMS e ISS entram em declínio, e a transição se completa em 2033, quando os três impostos antigos deixam de existir. É gradual de propósito: ninguém acorda em janeiro com tudo mudado.

E a famosa alíquota de 26,5%?

É estimativa, não lei. O Comitê Gestor do IBS trabalha com uma alíquota de referência combinada em torno de 27,91%; outros estudos apontam algo próximo de 26,5%, somando CBS e IBS. O número definitivo será fixado por resolução do Senado Federal, com prazo para sair até 15 de dezembro de 2026 — e pode ser recalibrado ao longo da transição para manter a arrecadação.

Todo site que trata 26,5% como fato está se antecipando. O que é fato hoje: os 1% de teste, a extinção de PIS e Cofins em 2027 e o calendário da transição.

O que isso significa para o seu negócio

  • Em 2026, o custo é operacional: ajustar nota fiscal, cadastro e sistemas antes que a cobrança real comece.
  • Em 2027, o impacto depende do seu regime e da escolha entre Simples puro ou híbrido.
  • De 2029 em diante, a conta principal é de precificação e crédito: alíquota cheia em cima, crédito cheio para repassar.
  • Em todos os anos, quem chega com contabilidade organizada decide com número; quem chega sem, decide no susto.

Em resumo

A pergunta certa não é "quanto vai ser o imposto?", e sim "quanto vai ser para o meu regime, no meu ano de virada?". Essa resposta é individual — e ela existe antes de o Senado fixar qualquer alíquota.